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Quarta-feira, Março 28, 2007
Aventuras na Paulicéia - Parte IV
Do reboco à Natureza.
Há um mês, estávamos os três em São Paulo. Eu, Camila e Fernanda. O motivo? Show do Coldplay. A banda veio ao Brasil fazer três shows, e nós compramos o ingresso para o último deles, dia 28 de fevereiro no Via Funchal.
Chegamos em São Paulo na véspera, terça-feira dia 27. Fomos até o hotel onde fizemos a reserva e a princípio tudo parecia em ordem, bom, a princípio. Fizemos o check-in, e subimos até o nosso quarto. Ao adentrar o ambiente, a surpresa. O sanitário era num lugar, a pia noutro e o box do chuveiro também. Rá, maravilha hein!!! Fora que havia uma cama de casal e um beliche na cabeceira, que não estava arrumado, apenas com o travesseiro e a proteção do colchão. Haviam dois sabonetes e duas toalhas. Achamos aquilo um tanto esquisito.
Algum tempo depois fomos reclamar com a recepcionista da noite.
(F= Fernandinha / R= Recepcionista / M= eu / C= Camila / T= nós três)
F - Olha só, o beliche não tá arrumado...
R - Sim. Nós não arrumamos.
T - Ahn?!
R - O beliche fica por conta do hóspede...
C - Como é?!
R - Todo o serviço do quarto é feito, mas a segunda cama não é arrumada.
C - Mas o quarto não é triplo?!
R - Ele é duplo com capacidade para três pessoas.
M - Peraí, mas no site do hotel vem dizendo que é triplo... vocês anunciam um serviço e oferecem outro?
R - É que na verdade, a cama de cima serve como proteção para quem dorme embaixo.
M - Proteção contra o quê?! Meu Deus, vai cair o reboco do teto!!! Não durmo lá não!!!
R - =)
C - Mas que absurdo.
R - Eu concordo com vocês.
M - Se vocês falam que têm quarto triplo devem oferecer serviço para tal...
R - Eu concordo com vocês.
F - Então vocês vão arrumar o quarto?
R - Não.
F - Mas que absurdo...
R - Esse é o método usado na europa. Esta rede vem da França.
C - Nós estamos na França?!!
R - Eu concordo com vocês...
F - Se você fizesse uma reserva num hotel e chegasse lá na hora e visse que não era bem aquilo que fora anunciado, você não se sentiria uma otária?
R - Eu concordo com vocês...
F - Você é otária.
R - Eu concordo com vocês...
E fomos ao Via Funchal retirar os ingressos. Como não poderia ser diferente, ir a São Paulo e não ficar preso num engarrafamento durante a chuva é como ir à Disney e não ver o Mickey. De ônibus, enfrentamos mais de uma hora de engarrafamento (em pé) num percurso feito em torno dos 20 minutos na ida. Cheguei até a sentir falta do 996, lata de sardinha, digo, ônibus que costumo pegar para ir até o Rio... pra variar, lá em Sampa voltei espremido numa das várias portas, já que os veículos de lá tem porta para tudo quanto é lado...
Enfim, ao retornarmos tentamos mais uma vez manter um colóquio com a recepcionista, mas não fomos bem sucedidos.
Acabou que revoltado, não fiz a cama. Dormi em cima da proteção do colchão mesmo, mas usei a toalha pro banho.
Sem contar o fato de que a cama era menor que eu e havia uma barra de metal nos pés. até a metade, me fazendo dormir envezado. Várias cabeçadas na parede, cotoveladas e afins.
Para tomar banho era um caso a parte. A porta do box era inacreditavelmente transparente, e quem estivesse no quarto via o que acontecia no box. A porta não era totalmente transparente, era meio fosca, mas haviam duas rodelas transparentes, visão total. Uma na altura do rosto, e a outra... bom, deixa pra lá.
O box era minúsculo e para banhar-se era preciso ser artista, os primeiros minutos eram acompanhados por diversas cotoveladas na parede. Pra se secar também não era fácil, mas não houve incidente maior. Só quando as meninas não ouviram que eu já havia trocado de roupa e quase se sufocaram com os travesseiros nos rostos.
Pois é, isso acontecia também, quando uma delas ia tomar banho, eu deitava na cama, e virava de costas, e vice-versa.
Na quarta-feira descobrimos o café meio muquirana do hotel. E fomos bater perna. Destino? 25 de março, o paraíso das bijuterias. Durante o trajeto Fernandinha luta bravamente contra a Natureza... sempre ela, cruel, ataca nos piores lugares possíveis!!! Então, após Fê vencer a batalha continuamos lá na 25. As duas acharam uma loja e ficaram lá dentro por horas, como não havia nada que me interessava e fazia um calor da peida lá dentro, resolvi ficar na porta, sentado. Um incrível estudo antropológico, vi a habilidade dos vendedores de CD's piratas e a ação do rapa. Primeiro quando um vendedor conseguiu fugir, e depois quando os policiais varetaram um camelô na parede. Surgiu policial de tudo quanto foi canto, e ainda puseram um senhorzinho pra pisar nos CD's.
De lá fomos até a rádio Mix, onde íamos encontrar com a famosíssima Karol. Ela fez um tour conosco e apresentou os lugares da rádio. Estúdios e tudo mais. Saímos em direção ao nosso almoço.
Almoçados e felizes, voltamos ao hotel para nos prepararmos para o grande acontecimento. O show.
Agora era eu quem lutava contra a Natureza. Mas não foi uma batalha intestinal comum. Pra falar a verdade, a única coisa que eu não senti foi minha barriga. Todo o resto doía. Cabeça, costas (principalmente), pernas. Uma coisa horrível.
Enquanto eu agonizava na cama, as meninas foram reclamar com o gerente do hotel sobre o beliche. Como eu não estava presente, não posso transcrever a conversa, mas o resultado final foi que ganhamos vale-cafés para os dois dias de hotel que ainda tínhamos. O café custava R$5 por pessoa.
As duas amorosamente fizeram a cama enquanto eu lutava contra mim mesmo, tentando me manter vivo, pelo menos só até o final do show. Padecer ali seria uó do borogodó, convenhamos.
As meninas pediram um jantar num restaurante, já que no hotel não tinha comida. Eu tava tão mal que não consegui comer nada, só em colocar um pouco de comida na boca já sentia vontade de pôr tudo pra fora.
Foi quando a gente começou a se arrumar pro show. E fomos...
E o show?! Bom, fica pro próximo post.
Huh
Só assim eu me forço a postar de novo, e em breve. =)
Terça-feira, Dezembro 26, 2006
O que você ganhou no Natal?
Todo ano, nesta época, as pessoas costumam perguntar-se o que gostariam de ganhar no Natal. Uns ganham roupas, livros, CD's, DVD's, brinquedos, jogos. Alguns ganham carro, casa... Quando me faziam essa pergunta eu dizia que não sabia o que queria, mas eu sabia sim.
Não queria nada material, queria uma coisa bem simples. Para uns é difícil de dar, outros nem tanto. A minha idéia, era dar exatamente isso para as pessoas. Não sei se todos receberiam a mesma parcela, acredito que não, o que é uma pena, mas que todos recebessem nem que fosse um pouco.
Neste Natal, eu quis um presente diferente, um presente que talvez até esteja em falta. Neste Natal, eu quis receber amor.
Quero ser amado! O amor nos faz feliz o tempo todo, um presente material nos deixa bem por determinado momento... não quero ficar bem por um período de tempo. Quero ser feliz o tempo todo. Quero amar e ser amado. Quer me dar um presente de Natal? Então me ame! Ame, demonstre, sorria... não ame só a mim não, ame aos outros também. Faça alguém feliz com um sorriso, um abraço, um carinho.
No dia em que se celebra o nascimento dAquele que morreu por nós, por nos amar, ame.
Vou abusar mais um pouco... quero ser amado, mas não apenas no Natal. Quero que o meu presente seja perpétuo, seja diário. Nem que seja um pouquinho a cada dia... é isso que eu vou fazer. Amar cada dia mais, nem que seja um pouquinho... =)
Ainda desejando um Feliz Natal, e um Ano Novo com muito amor!
Huh
Marcelo ama, e quer ser amado também. O combustível da vida é o amor, precisamos dele para viver. Abasteçamos nossos corações. =)
Quarta-feira, Dezembro 06, 2006
Fotospectiva 2006!!!
Mais uma edição deste post que já se tornou clássico no blog. Após três meses sem postar (férias blogueiras) volto com a retrospectiva deste ano pra lá de especial que está acabando.
Em janeiro eu consegui um emprego bem legal, e depois de dez dias de contratado viajei a trabalho para Santa Catarina. Rodamos todo o estado durante dez dias. Mais de 6 mil quilômetros e muitas histórias e lembranças para contar. Foi sensacional!
No carnaval viajei com o pessoal do EJC pra Arraial do Cabo. Tirando todos os funks e músicas ruins que tocaram sem parar um minuto, dos roncos magistrais e carros de som que não me deixaram dormir, foi bem divertido passar 4 dias com amigos novos (na época).
Eitaaaaa, festa surpresa! A primeira que eu tive. Naila e Camila arrumaram tudo direitinho, nem desconfiei. Fiquei muito feliz com o jantar, com as pessoas que tanto gosto lá presentes. Até abstraí o funk que tava tocando quando eu cheguei...
Ainda fui pra Sampa fazer supresa pra Karol no aniversário dela. rs
Abril foi o mês que o Ó "nasceu". Foi quando a gente (Equipe Jovem de Nossa Senhora) escolheu nossa invocação (N. Sra. do Ó). Desde então a família do Ó só se fortaleceu e se uniu! =)
Matrimônio... casei-me em Julho. Na festa julina em Jaconé, na casa da Cris. hahahaha Foi bem divertida a festa, mesmo com os carrapatos e tudo mais. Divertir-se com os amigos não tem preço. =)
Canção Nova. Absolutamente fantástico, digo, divino!!! Dois dias que não esquecerei jamais. Espero voltar lá em breve. É um lugar com um clima maravilhoso. E torço para que da próxima vez, eu vá com meus amigos. Não que eu tenha ido sem eles, muito pelo contrário, mas outros amigos. rs
Em agosto um texto meu (Janelas da Alma, 4/8 aqui no blog) foi publicado num livro de contos. Primeira publicação impressa!! =D
Maaaaaaais um EJC! Encontro de MUITAS respostas. Encontro de uma das escolhas mais difíceis que já fiz. Ou participava do EJC ou ia pra F1, com decisão de título e despedida do Schumacher... eita!!! EJC sensacional!!!
Peregrinação das Equipes de Nossa Senhora à Aparecida do Norte. Na foto, a família do Ó, com nossos pilotos amados Pedro e Carla, e nossos "pais" Rique e Cristininha! Dia especialíssimo. Ano que vem estarei lá de novo! =)
Depois de três anos voltei a Juiz de fora para visitar minha amada Biju! Pena que não tiramos foto... =(
Primeiro aniversário da EJNS do Ó!!! Espero que o primeiro de muitos. Este mês de dezembro será intenso, tem o casamento de Pedro e Carla, a viagem de Aninha, Natal, Reveillon... Mas resolvi dar destaque a família do Ó. Pessoas que aprendi a amar, a conhecer. Pessoas que me fazem crescer, show de bola!!!
Até o próximo post!!!
Ficar três meses sem escrever é ruim pq desaprende... nem consigo mais escrever nada... rs
Huh
Quarta-feira, Setembro 06, 2006
4 anos!!!
Caramba, quem diria... 4 anos de blog! Muita baboseira publicada aqui, muitas histórias marcantes, outras nem tanto, umas engraçadas, outras surreais.
Ano passado teve um post especial de aniversário, três amigas queridas escreveram por mim. Este ano não, deixa quieto, não precisa passar em branco, mas também não é necessária nenhuma arruaça.
4 anos da minha vida aqui. 4 anos de pensamentos, alguns até contrários, mudaram com o tempo. 4 anos de experiências diversas.
Às vezes eu acho que o BPM tem uma vida própria. Talvez como Clark Kent e Superman, ao invés de tirar o terno é só vestir a calça boca-de-sino, a blusa estampada colorida e o mocacin. Bom, e sem os super-poderes também. rs
Que venham aí mais 4 anos, e depois mais 4... mesmo que os posts estejam mais raros talvez por uma maturidade um pouco tardia que me faça pensar algumas vezes antes de postar, mas ainda gosto daqui. É o cantinho onde posso discorrer algum acontecimento bizarro (que é o que o povo mais gosta né?!), alguns pensamentos, e até mesmo pseudo-ensaios... rs
Quatro anos fantásticos, fantasiosos, criativos, divertidos, lamurosos...
Se eu fosse rico até faria uma festa, mas resolvi prestar uma homenagem a este blog de outra forma: Pedindo a ajuda aos amigos/leitores. Nesta semana de aniversário (de hoje até o dia 13) peço que cada um coma uma bolota em comemoração e ganhe a incrível marca de 800kcal para a própria pança!!! rs
Parabéns BPM!!!
Huh
Quarta-feira, Agosto 30, 2006
Brincando com Deus.
Brincando de roda. Voltando a ser criança. Na pureza é onde Deus é ouvido mais alto.
As crianças são puras, sinceras. E nelas Deus transborda. Assim me senti neste final de semana que passou. Uma criança com o amor de Deus transbordando.
Fazia anos que não brincava de roda, e brincamos. 11 crianças. Rodando, rodando e rodando... cada vez mais rápido, até a hora em que as mãos não conseguiam mais permanecer enlaçadas. Uns 20 segundos, talvez um pouco mais foi a duração da roda. Mas pareceram minutos.
Via-se Deus ali no rosto de cada um, no sorriso de cada um, na gargalhada, na corrida... e eu com eles lá, bem no meio me sentindo abraçado por Ele.
Me senti brincando com Deus, brindando Suas bênçãos.
Uma experiência nunca antes vivida, difícil até de descrever. Dois dias inteirinhos cheios de paz.
Brincando com o Senhor eu descobri que ter a pureza de uma criança nos faz ouvi-Lo melhor. Brincando com Deus, descobri que Ele é o Senhor da razão e do tempo. Brincando com Deus, eu descobri o amor. O meu amor por Ele.
Voltei renovado, renascido.
Post inspirado no Rango na Madrugada e na abençoada viagem à Canção Nova.
Huh
Sexta-feira, Agosto 04, 2006
Janelas da alma.
Pedro aparentava, assim como o significado do seu nome diz, ser uma pedra. Grande, forte, robusto, seguro. Mas por dentro era ainda muito frágil já em seus vinte e poucos anos.
Ele foi com um casal de amigos a uma festa, e assim que chegou viu, singela e quase flutuante, Andréa.
Andréa era uma mulher normal, nem bonita, nem feia, também por volta dos vinte e poucos, um pouco mais vividos que Pedro. Andréa também significa forte, e assim como Pedro, era como se apresentava. Mas por dentro estava sozinha e frágil. Ela foi à festa acompanhando um casal de amigos. Ao andar pelo salão parcialmente cheio viu Pedro entrando.
Eles já se conheciam antes daquele encontro inesperado. Trocavam poucas palavras, nada mais que cumprimentos educados e sorrisos gentis. No entanto, na festa, eles se viram pela primeira vez. Dizem que os olhos são a janela da alma, que falam mais que as palavras. E ali eles se viram, enxergaram toda a fraqueza interior de cada um. E sentiram-se completos, cada um com sua fragilidade, cada um com sua fortaleza.
Andréa sorriu. Pedro correspondeu. Um segundo-eternidade. Os dois olhavam-se sorrindo. Como num filme hollywoodiano as luzes enfraqueceram, a bandinha começou uma balada que falava de uma certa troca de olhares, e para eles nada mais existia naquele momento.
Apenas os dois. Olhavam-se sorrindo, acolheram-se no olhar, sentiram o abraço quente um do outro pelo reflexo das luzes em seus olhos.
Pedro pensou em se aproximar... tudo o que conseguiu fazer foi dar um passo a frente.
Andréa pensou em se aproximar. Deu um passo a frente e desenrolou seu cachecol verde do pescoço, parecia que aquela troca de olhares havia esquentado a fria noite de outono.
Pedro quis passar seus braços pela cintura de Andréa e deixar a melodia da balada de amor os levar flutuando pelo salão. Pelo salão deles, só deles.
Pedro hesitou como sempre fazia. O medo da negativa sempre despedaçava a pedra que parecia ser sólida vista pelo lado de fora. Ele sempre hesitava, sempre acabava da mesma forma: sozinho.
Ele demorou um segundo mais que o devido. Um dos amigos de Andréa a puxou pelo braço e o olhar se foi. As luzes voltaram com força total que chegaram a incomodar os olhos hipnotizados de Pedro. Era ele agora quem procurava um cachecol para se proteger do frio lancinante que por um momento entrou rasgando no salão. No salão dele, só dele. Tudo o que Pedro conseguiu fazer foi fechar os olhos e pedir para que aquele momento se repetisse. Queria uma segunda chance, só dessa vez.
Andréa sumiu...
Alguns dias depois, Pedro viu Andréa onde costumavam se esbarrar, no pátio da Igreja após a missa, o que de certa forma explicava tal sentimento acolhedor na troca de olhares. Provavelmente sabiam o que o outro buscava naquelas conversas nas tardes de domingo após a missa no jardim da paróquia, alguém que partilhasse dos mesmos complementos para a alma, além do amor humano que lhes era ausente.
Ele sorriu, ela monalisa. Eles se cumprimentaram, Andréa não viu Pedro como no outro dia, e se foi. Pedro mais que nunca se sentiu vazio...
Semanas depois Pedro atendendo ao convite de um grande amigo e foi a sua festa de aniversário. Mas desta vez, Pedro foi sozinho. A noite estava particularmente fria. O salão estava lotado e quase não havia espaço para dançar. Uma banda tocava ao vivo alguns sucessos do momento, outros mais antigos. Os convidados dançavam e se divertiam. Pedro estava se sentindo um pouco desconfortável naquele lugar abarrotado.
A noite foi avançando e o repertório da banda foi mudando aos poucos, até o momento em que tocaram uma balada que falava de uma certa troca de olhares. Abriu-se um pequeno clarão na frente de Pedro no exato momento em que Andréa está virando a direção de sua suave dança.
Pedro vê Andréa. Andréa, parando lentamente de dançar, vê Pedro. Ela sorri, ele corresponde. Um segundo-eternidade.
Como num filme hollywoodiano as luzes apagam e ficam apenas os dois, com holofotes os iluminando, aqueles olhares, o salão todo. O salão deles, só deles...
As janelas estavam mais abertas do que nunca. Foi quando as almas se viram por inteiro. Idênticas, gêmeas talvez.
Pedro pensou em se aproximar. Andréa desenrolou o cachecol azul do pescoço.
Pedro quis passar seus braços pela cintura de Andréa e flutuar seguindo a música. Andréa tirou o cachecol do pescoço e o segurou na mão direita.
Pedro entendeu o sinal. Desta vez é pra não pensar e agir ¿ pensou. Ele diferente do que sempre fez, agiu. E pela primeira vez, acertou e flutuou.
Marcelo fica eras sem postar, e quando posta sai isso. Qualquer coisa...
Huh
Terça-feira, Junho 13, 2006
Copa da superstição!
Para quem acredita é animador, para quem não acredita vale como curiosidade... rs
O Brasil foi Bi-Campeão Mundial em 1962, foi tetra em 1994 e luta pelo hexa em 2006.
O Brasil nunca venceu uma Copa em ano 6.
Quando o Brasil foi Tri-Campeão em 1970 a população do país era de 90 milhões. Hoje, quando a seleção disputa o hexa, somos 180 milhões de brasileiros. Exatamente o dobro. (tirando o fato de que a soma de 1970 é igual a 17, e 2006 igual a 8. Praticamente o dobro)
A Copa é realizada em Junho, mês 6 do calendário. O grupo do Brasil é o F, no caso, o sexto.
Se o Brasil se classificar em primeiro no sexto grupo, fará a sexta partida das oitavas-de-final. Para se classificar às oitavas, a seleção precisa de pelo menos 6 pontos.
Brasil tem 6 letras.
E em homenagem ao Zagallo, Brasil Campeão tem 13 letras. rs
Eu acho impressionante como o país pára em época de Copa do Mundo. O comércio fecha mais cedo em dia de jogo, e dependendo da hora nem reabre após a partida. Ruas são enfeitadas, e o mais surreal, na hora que a bola rola não se vê uma alma viva nas vias públicas.
Definitivamente o Brasil é o país de chuteiras... só espero que as chuteiras não criem bolhas.
180 milhões em ação, pra frente Brasil do meu coração
Huh
Quinta-feira, Maio 18, 2006
Peripécias iguaçuanas 2 - a missão
Ninguém merece... plena noite de sábado ir para Tinguá, distrito de Nova Iguaçu, para uma caminhada ecológica. Peraí, caminhada ecológica noturna??? É, isso mesmo. Repito, ninguém merece.
Ahh, vamos subir aquele morro que tem uns 700 metros de altura a noite para ver as estrelas lá de cima com uns astrólogos amadores. Opa, opa... estrela eu vejo do chão, nível do mar... Pra piorar, o céu estava nublado e chovia de vez em quando.
Chegamos lá na tal chácara por volta de uma hora e meia do horário que fora marcado o início da caminhada. Ficamos lá de bobeira, comemos o lanche servido e esperamos... esperamos... esperamos... uma hora e meia depois do horário marcado resolvem começar a caminhada.
Todo mundo nas charretes para já ir se integrando com a natureza(?)... cinco pessoas estavam na charrete que eu me encontrava. Um cavalo nos puxava e um garotinho enfiava a vara no bicho pra ele conseguir nos levar. Como já havia chovido aquela noite, o chão, de terra, estava enlamaçado, o que dificultava o trabalho do animal. Como estávamos gravando o tal "evento" fomos puxando o pelotão de trocentas charretes, até que chegamos numa subida e o cavalo ia, ia, ia e não foi... escorregou ladeira a baixo... o bichinho desesperado na frente e eu desesperado atrás com medo de tudo virar em cima de mim.
Passado o susto, andamos os 20m que faltavam até chegar no ponto inicial da caminhada. Lá foi feito um "briefing" de como seria o passeio e tal. E ainda teve uma explicação de que lá onde pisávamos era a antiga estrada real, construída pelos escravos e que servia de escoamento da produção aurífera de Minas até o porto de Iguaçu... e eu com isso? Tudo explicado num português muito arcaico, digamos assim. rs
A instrução dada foi de andar em fila indiana e permanecer de preferência com as lanternas desligadas, porque como a lua estava cheia (e linda), conseguiríamos ver o caminho numa boa.
Foi dada a largada, digo, a caminhada e quem vai na frente costuma guiar quem está atrás com as dificuldades do caminho. Assim que o cara falou "buraco", meu pé esquerdo pisou neste tal buraco e desceu cerca de 30cm. Não acabou aí, pra piorar o buraco estava cheio de um líquido qualquer... fica a dúvida no ar: seria este líquido água da chuva acumulada ou esgoto a céu aberto?
Não sei, estava escuro e a luz que a lua nos mandava não era suficiente para saber... e pra ser sincero nem quis olhar.
E morro acima sempre. Não parava nunca. Até que chegamos numa pedra onde o responsável pelo passeio dizia ter a imagem de uma santa... Pára o povo todo pra olhar, continua a caminhada... passa no meio de arame farpado, trocentos mil cocôs de vaca, cavalo ou seja lá que bicho for... e nada de parar de subir.
Até que chegamos num determinado lugar que o cara disse se tratar de um mirante natural onde se via toda a baixada, Rio e Niterói... beleza... Rio e Niterói eu vi, a baixada não porque as árvores enormes não permitiram. Enfim, vai entender...
E a tal da caminhada continuava, num dos raros momentos de descida, havia muita lama, árvore de um lado da trilha e do outro uma espécie de "precipício" com mais árvores mais para baixo... o que acontece nessa hora??? Isso mesmo... escorrego na lama e pimba, de bunda no chão e escorrego por três metros na trilha... ainda bem que fiquei só na trilha, imagina o estrago que seria se caísse lá embaixo. auhaouihae
Quase no final houve um pitstop para o feijão-amigo, ao lado de uma nascente e de um laguinho... legal né?! Nada, não se via joça nenhuma e as tochas instaladas no local já estavam quase no fim quando chegamos.
Mais alguns entos metros acima e uma vista, agora sim, da baixada, do Rio e Niterói. Mais dez minutos que o povo para pra ver aquelas luzes e deixando o corpo esfriar... por falar nisso, ventava frio e a temperatura era baixa...
Chegando no topo, prontos para ver as estrelas o que acontece??? Chove, ninguém vê estrela nenhuma.
E pensar que o pior ainda estava por vir... a volta.
O relógio marcava quase meia-noite (sendo que a caminhada começou quase às nove). Entramos no jipe, três pessoas apertadas no banco de trás (dentre elas, eu) onde só cabe uma. Não demorou muito comecei a sentir meu pé formigar... depois a panturrilha, coxa. Em seguida veio uma dor profunda na perna, e eu já preocupado pensando numa provável amputação tentava mexer os dedos e não conseguia... tentava mexer o pé e nada... até que eu com as mãos consigo uma posição para a perna e vagarosamente volto a sentir o membro... que ameaçou formigar de novo, mas não passou de uma ameaça.
Só fui chegar em casa às 3h. E com isso perdi a chance de encontrar com a Karol que mais uma vez veio a Niterói... bleh.
Eu até queria, mas por essas e outras eu não consigo gostar da baixada.
Huh
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